
chega mansa, rastejante, silenciosa
você nem nota
se enrosca em suas pernas como uma carícia
e vai subindo, subindo, subindo
até tomar seu corpo todo
seu abraço vai ficando apertado
quase te sufoca
quando você percebe as presas
já está dominado
e o veneno,
ela expele nas mãos
se espalha por tudo o que você toca.
agora pára,
e repara na serpente que se aproxima
nem pensa duas vezes:
mata e passa por cima.
3 comentários:
bia, taí: um poema poema. bjo, chacal
Beatriz Provasi, che bello!! Tens razão (?!), há de se matar e passar por cima... mas como deixar de ser cristão neste vasto mundo vão??? Saudades de você, mulher... sexta vai rolar o sarau da rapazeada "maloruqueirista", e no sábado um outro num botecoteco refinadíssimo no centro, gostaria que estivesse... pra ouvir eu recitando Bukowski (?!). Um beijo...
franquito! saudades... bessos, bessos!
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