22.1.08

nos sertões de canudos...

p/ os que amanheceram: Adriano Salhab, Mariano Mattos Martins, Quinho, Danilo Moreno, Carla Brasilina e Auri Porto

foi tanto amor
que não vi guerra
vi nascimentos
nenhuma morte
não, sangue não
todo o vermelho
era paixão
todos os corpos
puro desejo
mesmo estirados no chão
não houve luta nenhuma
nem duas
foi conquista
sedução
foi entrega
jamais rendição
uma oferenda
um culto, celebração
foi tanto amor
que não se acaba
no apagar das luzes
se reacende
com o sol nascente
derramando raios
por todo o açude

Um comentário:

Fleur disse...

você pinta as palavras
e eu viajo na sua poesia
e cada vez mais tenho saudade
do sertão
mel vermelho
e todos lugares santos

beijos recheados de ternura