29.7.07

2 versões d'a volta

a volta (primeira versão)

teus olhos apontados pra mim como punhais
me punham cega
de medo
e eram giletes que eu via em ti
no lugar dos dedos
nossos beijos selavam pactos de morte
mas era só eu quem morria...
- e sem enterro, sem missa de 7º dia!
eu corri dos olhares que me apunhalavam
eu fugi de abraços fortes que me cortavam
quis me livrar do veneno que escorria de nossas bocas juntas...
por um longo longo tempo
caminhei pela areia pra suavizar os pés
depois de sapatear sobre os nossos cacos
andei, andei, andei,
dei a volta
só pra tornar a ver estes teus olhos
se oferecerem a mim como girassóis
só pra sentir teus dedos serem veludos na minha pele
e tua boca, e nossas bocas, num brinde à vida,

se reencontrarem!

a volta (segunda versão)

teus olhos apontados pra mim como punhais
me punham cega
de medo
e eram giletes que eu via em ti
no lugar dos dedos
nossos beijos selavam pactos de morte
mas era só eu quem morria...
- e sem enterro, sem missa de 7º dia!
eu corri dos olhares que me apunhalavam
eu fugi de abraços fortes que me cortavam
quis me livrar do veneno que escorria de nossas bocas juntas...
por um longo longo tempo
caminhei pela areia pra suavizar os pés
depois de sapatear sobre os nossos cacos
andei, andei, andei,
dei a volta
só pra me retalhar de novo nos mesmos velhos cacos

ah, quer saber?! um brinde ao nosso fracasso!

2 comentários:

Anônimo disse...

falastrã,

intempéries são coisas cada vez mais comuns no planeta terra. precisamos aprender a conviver com elas. juntos ou não. ademan,

julius

ps: " nosso amor puro pulou o muro. jamais seremos o par romântico que nunca fomos ". ch

Beatriz Tavares disse...

jamais, sem dúvida, jamais!...