A partir das 17h, tem o evento Amostra Grátis, do projeto Geringonça, no SESC Tijuca, onde eu já me apresentei 2 vezes com o grupo Madame Kaos. Nesta edição, minha amiga Aline Vargas vai expor seu trabalho de artes plásticas com colagens. Algumas delas serão acompanhadas de poemas meus. Acho que vai ficar bonito! Eu só vou pra exposição, pq de lá eu parto direto para o CEP 20.000, que começa às 18h, no Espaço Cultural Sérgio Porto. Este terá coordenação de Guilherme Zarvos, e de acordo com a Photophophoka de Tavinho Paes (link ao lado), a programação terá: "o poeta alagoano Lêdo Ivo, o rock da garotada dos Azuis; o talento cênico de estrela Alessandra Colasanti; O Coelho Rosa, Sol na Garganta do Futuro; lançamento do livro O Poeta Maldito da Lapa, de Kbé Saraiva (cuidado com os microfones!), e do 4º vídeo da CEPensamento TV; além dos experimentos sensoriais de Liza Machado e da gastronimia do Chef Z Guinle, que servirá no encerramento seu fabuloso ...risotto al funghi!"
Esse teu jogo de pique-esconde já passou dos limites! Por que sou sempre eu a contar e você a se esconder? Sempre eu a te procurar, enquanto você ri baixinho atrás do armário ou embaixo do sofá... Ri dos meus vãos passos incertos que nunca seguem na sua direção... E em vez de ressurgir às minhas costas, e bater o pique, e ganhar de mim, e depois tirar onda com a minha cara, pra eu ficar louca de raiva e logo amolecer só por te ver... Você permanece escondido, em silêncio. Às vezes faz barulho numa direção, e quando eu corro, você já se escondeu do outro lado. E fica assim, me vendo ir de um lado a outro, desnorteada, enquanto por dentro morre de dar risada. Já disse que esse teu jogo não tem a menor graça, não quero mais, estou fora da brincadeira! Cansei de contar o tempo em que você se afasta de mim. Cansei de colar a cara na parede pra não te ver fugir. Teu esconderijo perde todo o sentido se não há ninguém a te procurar. Esconda-se, esconda-se de si mesmo! E vamos ver o quanto você se diverte com isso, produzindo as pistas que você mesmo apaga, para não se encontrar! E não me peça socorro, não me peça ajuda quando você não puder mais encontrar a si mesmo! Meu ouvido já estará surdo aos ruídos que você provoca pra me despistar. Aí você vai contar até dez e sair pra me procurar. Vai vagar pelas ruas, pelos bares, pelas praças... Meu celular estará tão silencioso quanto a minha risada, porque eu não estarei feliz em não te encontrar, apenas resignada. E se por acaso a gente se esbarrar cara-a-cara (porque eu não vou me esconder, apenas não mais procurar), você vai querer me provar que é você, mas eu não vou te reconhecer. De tanto brincar de esconder, você não vai se achar, e eu não vou saber mais que você é você. Talvez fique perdido pra sempre aquele menino que eu procurava... Perdido entre as minhas lembranças confusas de pistas erradas... Eu não vou reconhecer mais o som da sua risada, ela já não será mais a mesma. Será que você ainda vai se lembrar de como era rir comigo? Ah, mas até o som da sua risada você terá escondido! Você vai querer rir pra mim, e vai sair um grito! Você não saberá mais a diferença entre um riso e um gemido. Tudo em você de você mesmo terá sido escondido. Tudo vai soar falso e eu não vou acreditar que você era aquele menino. Vou ter pena de você por te achar louco, e me desvencilhar cordialmente, acenar com um sorriso, e sumir ao dobrar uma esquina. Não vou mais te procurar. Talvez nunca mais te achar. Terei saudades de você. Você entende como pode ser terrível uma brincadeira inconseqüente?! Se quiser, conte agora até dez, e quando você se virar, eu estarei na sua frente. Fim de jogo.
matéria-prima do poeta palavra a gente lavra, lavra esculpe a palavra pinta de várias cores faz soar em vários tons brinca na ginga dança na música das palavras meu primeiro poema foi a primeira palavra falada para o público mais comovido mãe é palavra, é gente abrigo, alimento, é vida é toda palavra já dita toda a palavra não-dita toda bendita palavra gerada no ventre do universo todo verso e toda prosa mãe é toda, e todas são, rima mais rara, mais cara, mais rica e nem precisa ser escrita mãe é poesia
Dia 05/10 (domingo) - Lançamento do livro-instalação "Programa de Governo para Almas Desgovernadas ou Programa Desgoverno", a partir das 14h, na Cinelândia.
Dia 09/10 (quinta) - Apresentação do trabalho "Mascaramento da autora e escritura expandida", com performance e lançamento de livros, das 9h às 10h30, no Seminário Letras Expandidas, na PUC-Rio, Sala LF 42. Link: http://letrasexpandidas3.wordpress.com/
Anteriores:
Dia 09/08 - Lançamento do livro "As guerras nos porta-retratos", a partir das 20h, no Estúdio Hanói (Rua Paulo Barreto, nº 16, sobrado - Botafogo).
Dia 23/08 - Jardins Suspensos, no Morro da Babilônia.
Dia 28/08 - CEP 20.000, no Sérgio Porto.
Dia 14/09 - Lançamento do livro "As guerras nos porta-retratos", a partir das 18h, no espaço Hussardos, em São Paulo.
Poeta, atriz e performer; com formação em Cinema-UFF (1999-2006) e Artes Cênicas-UNIRIO (2008-...), cursando Mestrado em Artes Visuais na UFRJ. Autora dos livros INVENTOS RAIOS E TROVÕES (2008), ESFINGE (2010) e TODOS ESSES CÃES LATINDO NO PEITO (2012). Integra o grupo MADAME KAOS, com Juliana Hollanda e Marcela Giannini, e com elas também o coletivo HEART-ACTION, com Tavinho Paes e Arnaldo Brandão. Em 2005, lançou o fanzine FOLHAS AO VENTO na FLIP, em Paraty, onde apresentou sua poesia pela primeira vez. De lá pra cá, lançou mais dois zines, criou o blogue NUMA NOITE QUALQUER e passou a falar poesia em vários espaços: CEP 20.000, Corujão da Poesia, Versos da Meia-Noite, Versos (Ins)Pirados, República dos Poetas, Ratos di Versos, Filé de Peixe, Caldo Cultural, Geringonça, etc. Formou com Chacal a dupla BIA&CIA. Se apresentou com o VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA. Criou o evento POEMÁTICA - A INDISCIPLINA DA POESIA, e também participou da produção do CORUJÃO DA POESIA de Niterói. Em 2008, foi convidada a realizar os saraus da Casa do JB na FLIPORTO, em Porto de Galinhas, com o grupo do Corujão. Em 2009, com Betina Kopp e Lucas Castelo Branco, foi convidada a realizar performances nos lançamentos dos livros “Alumbramentos e perplexidades - vivências banderianas”, de Edson Nery da Fonseca (FLIP), e “Estribilho do encarcerado”, de Ana Maria Carvalho (DiVersos). Participou do lançamento do CD “Amnésia Programada”, de Arnaldo Brandão, na Cinemathèque. Em 2010, participou do lançamento do CD “Cala a boca e me beija”, de Karla Sabah, no Teatro Rival; e de shows do Arnaldo Brandão na FLIP, no Hipódromo Up, no Centro Cultural Solar de Botafogo, no Zozô Bar etc. Participou da FLIPORTO, com o grupo do Corujão da Poesia. A convite da Editora Moderna, se apresentou em diversas escolas. Participou do grupo de Processos Coletivos de Criação Teatral na UNIRIO, realizando ações de teatro-performance na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, e nos jardins da UNIRIO. Criou uma série de experimentos performáticos intitulados “Poeta bom é poeta morto – o transtorno passa, a obra fica”, com ações em diversos espaços, em 2010 e 2011. A convite da Aliança Francesa, participou das performances “24 horas da vida de uma mulher”, das artistas francesas Emmanuelle Becquemin e Stéphanie Sagot, em 2009, e “Choc’s d’amour”, da performer Tania Alice, em 2010, no Sofitel, e “Viva a diferença”, em 2011, na loja da grife Gilson Martins. Em 2011, se apresentou no evento "A palavra toda", no SESC Copacabana, com curadoria de Chacal e Heloisa Buarque de Hollanda. Na Bienal de Cultura da UNE, com o grupo do Corujão da Poesia. No evento "Poesia no SESI", coordenado por Claufe Rodrigues e Mônica Montone. Em show no Sallon 79, em Botafogo. Etc. etc. etc.